Fazer uma peça para uma mulher arteira é sempre um desafio, pois a gente sempre quer dar o melhor de si. Não que eu não dê o melhor de mim em todas, mas é um tantinho diferente, bate mais insegurança. Até a peça ficar pronta é uma novela inteira de dúvidas. Com esse travesseiro não foi diferente, pois a dona faz coisas lindas e é mega caprichosa.
Amélia conseguiu criar para si um mundinho que é meio meu sonho de consumo, talvez por isso a minha identificação com a mesma. Ela mora numa casa no interior, tem horta, fruteiras, bichos.Além de arteira, a danada ainda cozinha, faz compotas,crochê...E ainda canta! Enquanto eu bordava seu travesseiro cantei muito aquela canção da Marisa Monte que diz assim:
Aprende e continua aprendiz Ensina muito e reboca os maiores amigos Faz dança, cozinha, se balança na rede E adormece em frente à bela vista...
Tentei bordar um pedacinho desse mundo com janelas abertas, frases de Fernando Pessoa, flores por todos os lados e muita leveza nas cores. Agora é esperar a opinião dela...Aqui de dedos cruzados e um friozinho na barriga.
























